De olho no futuro

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Por Castilho de Andrade

Que tal uma dupla de pilotos formada por Rubinho Barrichello e a sexy Danica Patrick?  A hipótese não é absurda. Os dirigentes da recém-criada equipe US F1 não escondem que gostariam de contar com os dois na empreitada que incluiria também a volta do GP dos Estados Unidos, ainda sem lugar definido. Rubinho, que no ano que vem completará 38 anos, entraria com a longa experiência para desenvolver o carro para a estreia em 2010; Danica, que acelera muito nos ovais, seria a garantia de bons investimentos. E uma equipe americana seria a alavanca necessária para o país voltar a fazer parte do circuito mundial da Fórmula 1.

Se o projeto vingar será ótimo para todos os envolvidos. Rubinho não pretendia se aposentar em 2009 mas acabou ficando em situação desconfortável depois do fechamento da equipe Honda. Se acertar com a US F1, Rubinho passaria 2009 trabalhando nos Estados Unidos, acompanhando a construção do carro e iniciando os testes de pista no segundo semestre; Danica Patrick já tinha sido sondada para fazer um teste na McLaren. Se aceitar um eventual convite, ela continuaria na IRL em 2009 e no ano que vem mudaria de categoria. E uma equipe puro-sangue americana daria um novo alento à Fórmula 1. Com ou sem crise, o mercado norte-americano não pode ser desprezado.

Enquanto isso o caso Honda continua indefinido. A equipe esperava divulgar na segunda-feira de Carnaval o nome do comprador e os caminhos até a estreia em Melbourne no próximo dia 29 de março. Mas, certamente, a questão financeira ainda não foi solucionada. E os dois pilotos que teriam as vagas asseguradas – Jenson Button e Bruno Senna – permanecem na expectativa de um acordo que permita a estreia da nova escuderia, com motores Mercedes, na abertura do Mundial de Fórmula 1. Os carros estão, praticamente, prontos e a Honda asseguraria os custos da viagem e da presença da equipe na Austrália. Mas os investidores ainda insistem em uma redução de custos. Para não perder tempo, a equipe – ainda com salários bancados pela Honda – segue trabalhando na Inglaterra.

Longe dessas incertezas, McLaren, Ferrari e Renault dominam os testes de inverno e, certamente, largarão na frente na Austrália. Mas a distância em relação às equipes médias – principalmente Toyota e Red Bull – será menor.

Castilho de Andrade é jornalista especializado em automobilismo e Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1.